Eu venho por ai
cambaleando e cantando
gingando e sorrindo
ignorando as calçadas
Felicidade então,
não se compra na esquina
eu roubei de uma menina
ou ela fez multiplicar?
E quando a vejo,
meu olhar se dilata
meu coração quebra vidraças
o ritmo que ela gosta de dançar
E nós saimos por aí,
e nós caçamos algo a mais
essa é nossa alquimia da paz
minha solidão profunda e seu carinho singular
Seu infinito é tão íntimo,
Que eu sempre terei seu cheiro
e sozinho sentirei seu beijo
em qualquer noite ao azar
E você me faz bem,
mesmo nas noites que te faço mal
e quando me fizeres mal
não esperarei pelo sol.
Eu queria uma musa
você queria um poeta
mistura intensa, quimica certa
você chegou quando só me restava chorar.
Venha meu amor,
não tenha medo do meu amor
é tão puro este amor
será bem melhor.
Eu não posso ver nosso futuro
eu só quero ver você agora
para te encontrar não tem hora
eu te amo, meu amor, minha melhor.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Confissões e manifestos destorcidos
Cordas eletrificadas
Estruturas abaladas
Mentes destorcidas
Paredes violentadas
Som da revolta
Sem regras
Sem horas
Sensação de estar
No inferno
Ninguém sabe
Ao certo.
E música destrói
Corrói, e reconstrói
Mói certas idéias
Preconceitos, histórias,
Mitos, odisséias
Se amontoam
Para serem fuzilados
Ou reciclados.
A mente ferve
Fere e é ferida
E a vida passa
A cada nota
Desse riff suicida
Guitarra inquieta
Guitarra grita
Guitarra briga
Guitarra amiga
Sem mim
Não pode nada
Sem ela
Não há barulho
Burburinho ou manifesto
Sem ela
Sou poeta sem palavras
Sou interprete sem voz
Indefeso ao algoz
Sem escudo
Sem espada
Ao fim da noite
Sou estrela
Sou herói
Sou amado
Ao invés
Do fracassado
Que lhe confessa
Altas horas.
Estruturas abaladas
Mentes destorcidas
Paredes violentadas
Som da revolta
Sem regras
Sem horas
Sensação de estar
No inferno
Ninguém sabe
Ao certo.
E música destrói
Corrói, e reconstrói
Mói certas idéias
Preconceitos, histórias,
Mitos, odisséias
Se amontoam
Para serem fuzilados
Ou reciclados.
A mente ferve
Fere e é ferida
E a vida passa
A cada nota
Desse riff suicida
Guitarra inquieta
Guitarra grita
Guitarra briga
Guitarra amiga
Sem mim
Não pode nada
Sem ela
Não há barulho
Burburinho ou manifesto
Sem ela
Sou poeta sem palavras
Sou interprete sem voz
Indefeso ao algoz
Sem escudo
Sem espada
Ao fim da noite
Sou estrela
Sou herói
Sou amado
Ao invés
Do fracassado
Que lhe confessa
Altas horas.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Vandalismos comigo mesmo, meia noite de outono
Lua cheia,
Noite clara,
Azul marinho,
Vista rara,
Vento frio
de outono
me traz o tédio,
abandono.
Minhas regras e
suas pernas
não se embolam,
não se cruzam
na minha cama
solidão,
Ilusão.
Suas coxas
me instigam
mesmo hoje
eu as devoro
A tanto tempo
não as vejo,
não as toco,
não as beijo.
Saio louco
Me confundo,
Me destruo,
Reconstruo
Em minha arte
de profanar paredes
Em meu vício
de desintegrar a limpeza
Veja só,
Aqui há nomes
Que só você entende
Me compreende
Me completa
Mais uma vez
Pois os muros
da cidade
contam a história
de nós dois
ou só a minha
Pois a sua
já se foi.
Noite clara,
Azul marinho,
Vista rara,
Vento frio
de outono
me traz o tédio,
abandono.
Minhas regras e
suas pernas
não se embolam,
não se cruzam
na minha cama
solidão,
Ilusão.
Suas coxas
me instigam
mesmo hoje
eu as devoro
A tanto tempo
não as vejo,
não as toco,
não as beijo.
Saio louco
Me confundo,
Me destruo,
Reconstruo
Em minha arte
de profanar paredes
Em meu vício
de desintegrar a limpeza
Veja só,
Aqui há nomes
Que só você entende
Me compreende
Me completa
Mais uma vez
Pois os muros
da cidade
contam a história
de nós dois
ou só a minha
Pois a sua
já se foi.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Um acaso
Um dia desses, revirando coisas velhas, vivendo sonhos empilhados e empoeirados pelo tempo, achei dois velhos poemas. Um deles, se não me engano é meu primeiro poema (pelo menos que pode ser assim chamado). Não é tão bom mas por uma questão sentimental foi postado.
Algumas últimas palavras
Tento escrever algo esta tarde
Mas o frio não me deixa dizer o que resta
No anel que tu me deste a saudade
Dos braços, os abraços que me tiram as frestas
Os pensamentos frios ou congelados,
As idéias cruas e tristes
Lembram o calor dos teus braços
Lembranças de inverno que insistem.
Por tudo que tu me deste,
Lembro-me muito agora
De tudo que me tiraste,
Me sinto mais vivo agora.
A má lembrança agora voa,
Sinto o frio ir embora,
Lágrimas secas, memórias boas,
Parou de chover lá fora.
Algumas últimas palavras
Tento escrever algo esta tarde
Mas o frio não me deixa dizer o que resta
No anel que tu me deste a saudade
Dos braços, os abraços que me tiram as frestas
Os pensamentos frios ou congelados,
As idéias cruas e tristes
Lembram o calor dos teus braços
Lembranças de inverno que insistem.
Por tudo que tu me deste,
Lembro-me muito agora
De tudo que me tiraste,
Me sinto mais vivo agora.
A má lembrança agora voa,
Sinto o frio ir embora,
Lágrimas secas, memórias boas,
Parou de chover lá fora.
Beleza
O que mais é tão belo?
Mesmo após essa vida
Mesmo depois de conhecer o mundo
E amar, e sofrer, e saber...
É bela sim,
E como pode ser?
Para começar
Tens o sorriso que diz sim
No idioma de onde nada é proibido
E traz nos olhos o brilho
Que ilumina, revigora,
Que apaixona,
É o brilho de quem ama,
Ama vida,
E recebe o mundo com amor.
Tens o abraço,
Tens o beijo em mel,
Ou seria o sabor do céu,
Que eu nunca havia provado.
Contigo não há passado,
Há presente sim,
E não se pensa no futuro,
Com o futuro se sonha.
Beleza,
Fui mesquinho e superficial,
Tua beleza física merece nota sim,
Porém maior é tua beleza espiritual,
Tua presença espirituosa,
Teu carinho divinal.
Como posso ignorar
Tua nobre consciência,
Uma mistura rara
De personalidade forte e bom-senso,
Tua essência.
És linda, és boa,
Não posso descrever
Nem mesmo Fernando Pessoa,
Ou qualquer outro imortal literário,
Palavras têm valor ordinário,
Frente aos muitos significados
Que eu dou ao teu nome.
Amor,
Felicidade,
Paz,
Sedução e Poesia,
Me cega e contagia
Ofuscando teus defeitos,
E eu perdido e apaixonado
Nos teus delitos que não vejo,
Na ânsia de te ver
Sem hora,
Sem dia.
sábado, 17 de abril de 2010
Palavras, vida, morte e crença
As palavras são tão tristes,
Os sonhos já são pesados,
Mas eu me mantenho unido
Mesmo estando aos pedaços.
Há dificuldade em escrever
E as idéias teimam em fugir.
Sou insensível, sou frio,
Mas há sentimentos aqui.
Há papel, caneta e coração partido,
Há um corpo enterrado e um sonho perdido,
Momentos ruins vividos,
Nomes e amores esquecidos.
Tentando chorar, não podendo sorrir,
Seguindo em frente em fim,
Alma seca, garganta fechada,
Memória amassada, picotada.
Não se briga com a morte, agora eu sei,
Nem se brinca com a vida também
A paz é o equilíbrio entre os mortos e os vivos
Pai, você sempre viverá comigo.
Agora há corações espalhados no chão,
Há um céu cinzento chuviscando solidão,
Flores brancas ornamentando um caixão,
E reações alérgicas nas mãos.
As melhores pessoas não mudam o mundo
Pois Deus as leva para perto de Si.
É uma forma de reafirmar a ideia do céu
E mexer com o coração dos ímpios que ficam aqui.
Os sonhos já são pesados,
Mas eu me mantenho unido
Mesmo estando aos pedaços.
Há dificuldade em escrever
E as idéias teimam em fugir.
Sou insensível, sou frio,
Mas há sentimentos aqui.
Há papel, caneta e coração partido,
Há um corpo enterrado e um sonho perdido,
Momentos ruins vividos,
Nomes e amores esquecidos.
Tentando chorar, não podendo sorrir,
Seguindo em frente em fim,
Alma seca, garganta fechada,
Memória amassada, picotada.
Não se briga com a morte, agora eu sei,
Nem se brinca com a vida também
A paz é o equilíbrio entre os mortos e os vivos
Pai, você sempre viverá comigo.
Agora há corações espalhados no chão,
Há um céu cinzento chuviscando solidão,
Flores brancas ornamentando um caixão,
E reações alérgicas nas mãos.
As melhores pessoas não mudam o mundo
Pois Deus as leva para perto de Si.
É uma forma de reafirmar a ideia do céu
E mexer com o coração dos ímpios que ficam aqui.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Corpos em chamas
Eu toco seu corpo e me perco
Guiando perigosamente nas suas curvas
Mas nós podemos ir devagar, meu anjo
Por que agora você é a única.
Tenho seu sorriso na ponta dos dedos
Para vê-lo basta te tocar,
Seu corpo está sempre em chamas
Você sempre vem me incendiar.
Digo no teu ouvido
Frases que te fazem tão mulher
Que tu vens e me domina em resposta
E tu sabes muito bem o que quer.
A lua invade a janela a meu convite
E vem ter com nós esta noite
E eu te amo a noite inteira à meia luz
Tu me amas eternamente hoje.
A cama nos ascende às nuvens
E os lençóis nos embalam em glória
Nem o céu azul nos opõe em beleza
E os anjos escrevem nele nossa história.
É nosso momento, querida
Nada mais importa lá fora
Nem a guerra, nem a paz,
Estamos em transe agora.
Guiando perigosamente nas suas curvas
Mas nós podemos ir devagar, meu anjo
Por que agora você é a única.
Tenho seu sorriso na ponta dos dedos
Para vê-lo basta te tocar,
Seu corpo está sempre em chamas
Você sempre vem me incendiar.
Digo no teu ouvido
Frases que te fazem tão mulher
Que tu vens e me domina em resposta
E tu sabes muito bem o que quer.
A lua invade a janela a meu convite
E vem ter com nós esta noite
E eu te amo a noite inteira à meia luz
Tu me amas eternamente hoje.
A cama nos ascende às nuvens
E os lençóis nos embalam em glória
Nem o céu azul nos opõe em beleza
E os anjos escrevem nele nossa história.
É nosso momento, querida
Nada mais importa lá fora
Nem a guerra, nem a paz,
Estamos em transe agora.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Tálison Vasques e o modo de vida
Vivendo da lama e da glória,
Indo embora
Sempre que minhas rodas tocam o chão.
Vivendo entre essa idéia falsa
e a inspiração veridica e amarga da solidão.
Mastigo certeza de que não vivo em vão.
Indo embora
Sempre que minhas rodas tocam o chão.
Vivendo entre essa idéia falsa
e a inspiração veridica e amarga da solidão.
Mastigo certeza de que não vivo em vão.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Desistindo dos sonhos quebrados
Eu vivo de recomeçar
Me levantar e tentar de novo
Eu sou o homem que acredita demais
Em meus sonhos queimados no fogo.
Eu sou aquele que viu em você
As azas que me faltavam há tempos
E alucinei que você me fizesse voar
Alguns dias, em certos momentos.
Mas algo tirou seu encanto
E eu entendo,
Nós acreditávamos tanto
Eu lamento.
E agora sua vida é outra
E eu penso
Você diz que me ama e se vai
Eu não entendo.
Eu tento não dizer para sempre
E lembrar de você
Sua eternidade durou tão pouco
Eu nem pude te ter.
Eu tento não olhar
Para o céu e te ver,
Pois as formas das nuvens
Me lembram você.
Eu tento não pensar na minha cruz
Meu sonho quebrado, pesado
Minha memória antiga é tão recente
Meu coração permanece inalterado.
E eu tento não ouvir seu nome
Quando vem o vento
Soletrando ele baixinho
Eu tento...
E eu tento e persisto
Mas do que nunca nesse momento
Eu tento desistir de você
Mas não consigo, eu lamento.
Me levantar e tentar de novo
Eu sou o homem que acredita demais
Em meus sonhos queimados no fogo.
Eu sou aquele que viu em você
As azas que me faltavam há tempos
E alucinei que você me fizesse voar
Alguns dias, em certos momentos.
Mas algo tirou seu encanto
E eu entendo,
Nós acreditávamos tanto
Eu lamento.
E agora sua vida é outra
E eu penso
Você diz que me ama e se vai
Eu não entendo.
Eu tento não dizer para sempre
E lembrar de você
Sua eternidade durou tão pouco
Eu nem pude te ter.
Eu tento não olhar
Para o céu e te ver,
Pois as formas das nuvens
Me lembram você.
Eu tento não pensar na minha cruz
Meu sonho quebrado, pesado
Minha memória antiga é tão recente
Meu coração permanece inalterado.
E eu tento não ouvir seu nome
Quando vem o vento
Soletrando ele baixinho
Eu tento...
E eu tento e persisto
Mas do que nunca nesse momento
Eu tento desistir de você
Mas não consigo, eu lamento.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Volte a dormir
Vou acariciar suas curvas
E olhar seu rosto.
Tirar-te o sorriso
Enquanto toco seu corpo.
Nada!
Isso não é nada.
Volte a dormir
No seu sono eterno.
E antes que você acorde
Eu vou estar no inferno.
E ver como é linda,
Essa droga de vida.
Um dia ainda vou ver
Nos seus olhos castanhos
O frio da solidão
Desses dias estranhos.
Volte a dormir
Isso não foi nada.
Nada!
Pobre garota
Você não me lembra nada.
Pois o meu grande amor
Jamais me fez feliz.
E eu vou matar você de beijos.
Eu quero ver você morrer de amor!
E eu tremeria de medo
Só de pensar em saber
O que você fez quando eu não estava.
Eu pediria pra morrer.
E te levaria junto.
Pra não ter saudade.
É melhor voltar a dormir
E não ver a verdade.
E olhar seu rosto.
Tirar-te o sorriso
Enquanto toco seu corpo.
Nada!
Isso não é nada.
Volte a dormir
No seu sono eterno.
E antes que você acorde
Eu vou estar no inferno.
E ver como é linda,
Essa droga de vida.
Um dia ainda vou ver
Nos seus olhos castanhos
O frio da solidão
Desses dias estranhos.
Volte a dormir
Isso não foi nada.
Nada!
Pobre garota
Você não me lembra nada.
Pois o meu grande amor
Jamais me fez feliz.
E eu vou matar você de beijos.
Eu quero ver você morrer de amor!
E eu tremeria de medo
Só de pensar em saber
O que você fez quando eu não estava.
Eu pediria pra morrer.
E te levaria junto.
Pra não ter saudade.
É melhor voltar a dormir
E não ver a verdade.
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