Nesse momento eu deixo a alma brilhar
Minha boca toca sutilmente o seu corpo
Enquanto sua mão docemente desliza
Eu gostaria de estar fora do meu corpo
Para gravar esse momento na memória
E ter a impressão que a vida é para sempre
Se vivermos sempre assim
Eu esperaria um verão eterno só para te ver sorrir
Mas é nas noites de inverno que você me vem
E sempre vai encontrar meu abraço ao chegar
Ah, se todas as noites fossem frias como essa
Se todas as luas te guiassem até a mim
Nós deslizaríamos noite adentro rumo ao sol
Mas desejando que a noite nunca acabasse
Que isso nunca acabasse.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Máquina do tempo
O amor é uma máquina do tempo
Os dias param quando ele vem
Eu sinto isso quando te vejo
Capturando a noite clara
E seu sorriso brilha pelas brechas
O amor é sim, uma poderosa máquina do tempo
Numa simetria perfeita com o céu
Numa sincronia perfeita com a lua,
As estrelas e seus olhos
Quando me vens, me desacelera
Pois os dias aceleram tanto sem você
Eu nem os vejo, Nem os ouço
Só os carrego e eles pesam em meu coração
Quero te ver para sempre
Para que todos os dias parem
E todas as noites brilhem
E tenham o gosto da tua pele
E para que quando você me olhe
Eu só sinta o meu coração acelerar
Ao chegar perto do seu.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Noites de Outono
A lua mente para mim esta noite. Olho para o céu e sinto teu gosto, o vento me toca e me arrepia. A sua lembrança ainda me assombra.
Minhas palavras são tão felizes sem ti, a falta que você me faz é facilmente traduzida em poesia, e sua presença se materializa em cada verso, nas entrelinhas da sua ausência. Ou minha ausência?
Bem, se foi eu quem me afastei enquanto nos víamos mais de perto. Eu quem fui embora ao amanhecer e não fiquei para ver seus olhos de fogos de artifício brilharem de novo. Se for eu o culpado do seu desamor, pois bem, me desculpo e me retiro e continuo a poetizar bonitos versos sobre o que não existe.
Mas não olhe para trás nem sinta raiva, pois em relação a isso tudo não olharei nem mesmo para frente. Fiquemos e finjamos uma amizade estruturada na nossa incapacidade de se afastar e na fria soberba que nos impede de sorrir um para o outro.
Iludamos pessoas que nada tem a ver com nossas frustrações usando falsas palavras e atos friamente calculados. Sim, nós sabemos fazer. É muito fácil.
Mas ainda assim não poderemos nunca fugir das estranhas noites de outono, do vento frio e lua brilhante que me dão a estranha sensação que você pensa, fala e faz exatamente como eu nesses momentos. A mágica do outono se manifesta e você está de novo perto de mim.
Minhas palavras são tão felizes sem ti, a falta que você me faz é facilmente traduzida em poesia, e sua presença se materializa em cada verso, nas entrelinhas da sua ausência. Ou minha ausência?
Bem, se foi eu quem me afastei enquanto nos víamos mais de perto. Eu quem fui embora ao amanhecer e não fiquei para ver seus olhos de fogos de artifício brilharem de novo. Se for eu o culpado do seu desamor, pois bem, me desculpo e me retiro e continuo a poetizar bonitos versos sobre o que não existe.
Mas não olhe para trás nem sinta raiva, pois em relação a isso tudo não olharei nem mesmo para frente. Fiquemos e finjamos uma amizade estruturada na nossa incapacidade de se afastar e na fria soberba que nos impede de sorrir um para o outro.
Iludamos pessoas que nada tem a ver com nossas frustrações usando falsas palavras e atos friamente calculados. Sim, nós sabemos fazer. É muito fácil.
Mas ainda assim não poderemos nunca fugir das estranhas noites de outono, do vento frio e lua brilhante que me dão a estranha sensação que você pensa, fala e faz exatamente como eu nesses momentos. A mágica do outono se manifesta e você está de novo perto de mim.
domingo, 3 de abril de 2011
Manifesto Comum(nista)
Da pá e do arado,
Não aos filhos da colheita
Aos filhos do volante,
Da boleia, da caçamba,
Não aos filhos da transportadora
Aos filhos da vassoura,
Do sabão, do pano de chão,
Não aos filhos da mansão
Aos filhos do tear,
Da linha e da agulha,
Não aos filhos do tecido
Aos filhos da construção,
Da colher de pedreiro e cimento,
Não aos filhos do edifício
Aos filhos órfãos dos fuzis,
Das bombas e das mortes inúteis,
Não aos filhos da guerra
Aos filhos de Havana,
Soweto e Rio de Janeiro,
Não aos filhos de Wall Street.
O socialismo se manifesta para você
Filho da injustiça e da fome,
Mas não da indignidade
Os que não têm nada
Têm tudo a conquistar
Ao fazer andar a locomotiva da história.
Somos os filhos da foice e do martelo,
Somos os pais da revolução,
Pátria ou morte!
Pensando em você (em uma ciencia à parte)
Entre as gotas de chuva
Os livros vermelhos de economia e política
Peguei-me pensando em você
Lembrando dos teus gestos, da tua voz
Dos versos corporais que te fazem poesia
Encontrei-me numa ciência distante
Que tem o teu nome
Que experimenta a tua pele
E que pesquisa no teu intimo
A tua capacidade de ser poesia
E ser gente ao mesmo tempo
De ser perfeita e errante
De ser meu amor e não ser minha
Na tua dialética universal
Você é a paz que me põe em guerra
Com minhas metas, meus valores
Em você há minha felicidade e tristeza
Que se alternam conforme a distancia
Em intervalos de tempo instáveis
Entre essas paredes eu desvendo quebra-cabeças
As variáveis que te afastam
Frutos do produto que nos aproxima
Entre as gotas de chuva eu continuo
Decifrando o indecifrável
Tentando entender um sentimento
Que eu só deveria sentir.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Beatriz
“Aquela que nos faz feliz”
Dona do “sorriso epidemia”
Que contagia pela visão
E logo toma a cabeça
Os lábios, as veias,
O coração.
Bela-atriz
Aquela que engana a realidade
Aquela que reinventa a verdade
E nos oferece
Mais doce e mais linda
Mais fácil de engolir.
Com um pedaço da alma, Beatriz
Com um pedaço
Do castelo que eu fiz
Da riqueza que ela não quis
Com um pedaço do sorriso
Ainda no rosto ela diz
Quem será capaz de me fazer feliz?
segunda-feira, 7 de março de 2011
Florescer
Eu quero um amor
Mas não um amor qualquer
Quero sentir o peito palpitar
A pele estremecer
A voz falhar
Quero sentir meus sinais vitais à flor-da-pele
Quando os meus olhos
Encontrarem com os dela
Eu quero um amor
E não uma paixão
Mesmo que não seja correspondido
Mesmo que eu ame sozinho
Pois paixão é receber
Dura pouco e tira a paz
Tantas vieram e nada deixaram
Mas amor é altruísta e sereno
E continua vivo quando o verso se vai.
Eu quero um amor
Pois amor nunca faz mal
Amor faz a alma brilhar
Quando as estrelas começam a se esconder
Dá tudo e não pede nada
Amar é ser humano na contramão da humanidade
Amar é viver de dentro para fora
Amar é florescer sem vegetar
Amar é dar a vida sem morrer
Mas não um amor qualquer
Quero sentir o peito palpitar
A pele estremecer
A voz falhar
Quero sentir meus sinais vitais à flor-da-pele
Quando os meus olhos
Encontrarem com os dela
Eu quero um amor
E não uma paixão
Mesmo que não seja correspondido
Mesmo que eu ame sozinho
Pois paixão é receber
Dura pouco e tira a paz
Tantas vieram e nada deixaram
Mas amor é altruísta e sereno
E continua vivo quando o verso se vai.
Eu quero um amor
Pois amor nunca faz mal
Amor faz a alma brilhar
Quando as estrelas começam a se esconder
Dá tudo e não pede nada
Amar é ser humano na contramão da humanidade
Amar é viver de dentro para fora
Amar é florescer sem vegetar
Amar é dar a vida sem morrer
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| Coríntios 13:4 |
sábado, 5 de março de 2011
Rosa - Ângela
Ela é linda, inteligente. Sorri lindamente
E mente. Sente, e consente
Que a tristeza escorregue
Pelos cantos do sorriso às vezes.
Quem me dera, ó Deus
Limpar a tristeza do canto dos seus olhos
E deixar que seu sorriso minta deslumbrante
E que eu registre cada instante
Para que sua felicidade siga radiante
E sua imagem entre para a história
Não como a tristeza vazada
Mas como o sorriso blindado
Mas de um vazio só seu
E uma vontade só minha de preencher.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Obrigado pelos bons tempos
O que me fez mudar tão depressa? O que me derrubou do seu cavalo branco? Você não me reconhece agora? Eu sou o sapo que você beijou. Eu sou o homem que você assassinou.
E a garota do sul com um sotaque que me atrai, me dá uma sinfonia agridoce em silencio. Ela me deu a ironia. Os passos curtos rumo à verdade, os passos longos rumo ao nada. Eu não sei dar nenhum nem outro, apenas meus passos duros rumo à guerra.
"Haverá amor se você quiser", alguém disse. Mas eu tenho medo. Morro de medo. Morro de medo de morrer de amor. Morro de medo de morrer por amor. Mas isso não quer dizer que eu não possa morrer. Morrer por nada.
Eu deslizo por aí. Eu queimo por aí. E ninguém vê que eu não preciso mais fugir. E eu não vejo que sou um homem de sorte.
Essa é para a garota de queixo e voz macios, que me faz mentir com o coração partido para consertar a postura desconcertada que suas palavras me dão. Eu lhe devo essa porque sempre vou embora sem dizer 'obrigado pelos bons tempos'.
É preciso dizer antes que os tempos bons vão embora.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Para não dizer que não pensei em você
Ao cair da tarde eu senti falta de alguma coisa, alguma coisa que eu não tive, que eu poderia ter. Eu nem mesmo percebi quando você foi embora. Num dia você chegava me trazendo histórias sobre a luz da manhã agora me deixa estrelas no teto de casa.
Pensando nisso vejo que você ainda tinha muito a me dar, mas eu não tinha nada para você. Eu sou infiel, insensato, sistemático, criterioso... E tenho-me só para mim.
Bem e se quer mesmo saber. Sim, acho que gostei de você um dia, mas não mais do que um dia, e não mais que a minha liberdade de ser uma má pessoa sem incomodar ninguém.
E eu que não preciso de ninguém, nem pedi nada a você, agora vejo que você foi essencial pra que aquele momento acontecesse, e com o que você me deu, mesmo que brevemente, eu pude construir esse agora.
Pensando nisso vejo que você ainda tinha muito a me dar, mas eu não tinha nada para você. Eu sou infiel, insensato, sistemático, criterioso... E tenho-me só para mim.
Bem e se quer mesmo saber. Sim, acho que gostei de você um dia, mas não mais do que um dia, e não mais que a minha liberdade de ser uma má pessoa sem incomodar ninguém.
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