Da pá e do arado,
Não aos filhos da colheita
Aos filhos do volante,
Da boleia, da caçamba,
Não aos filhos da transportadora
Aos filhos da vassoura,
Do sabão, do pano de chão,
Não aos filhos da mansão
Aos filhos do tear,
Da linha e da agulha,
Não aos filhos do tecido
Aos filhos da construção,
Da colher de pedreiro e cimento,
Não aos filhos do edifício
Aos filhos órfãos dos fuzis,
Das bombas e das mortes inúteis,
Não aos filhos da guerra
Aos filhos de Havana,
Soweto e Rio de Janeiro,
Não aos filhos de Wall Street.
O socialismo se manifesta para você
Filho da injustiça e da fome,
Mas não da indignidade
Os que não têm nada
Têm tudo a conquistar
Ao fazer andar a locomotiva da história.
Somos os filhos da foice e do martelo,
Somos os pais da revolução,
Pátria ou morte!







