Eu quero ouvir suas verdades
e lapidar seus diamantes,
Descobrir como você é bela
todos os dias, a todo instante.
Quero andar até me perder
e me encontrar na tua rua,
te encontrar todos os dias
na minha cama ou na tua.
Toda manhã de domingo
vou te acordar declarando
o amor que eu te dedico
e que vai se renovando
A cada beijo e a cada abraço,
a cada passo e descanço
que dou contigo ao infinito
a cada dia mais nítido,
A cada dia mais bonito
como o castanho do teu olhar,
o amor tão síncero
quanto minha voz roca ao acordar.
E todos os dias eu me lembro de você
E faço confissões ao travesseiro,
coisas que um dia te direi
quando te tiver por inteiro.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
13 de julho

Mas uma manhã de segunda-feira
parecida com qualquer outra manhã desse ano.
Talvez até dos últimos anos.
Um café na esquina,
um cigarro no ponto de ônibus,
a sensação de inutilidade
e o conformismo de sempre.
Mas o vento frio desta manhã é diferente.
Acaricia minha pele
me trazendo aquelas vozes
E aquelas confissões
que nunca mais ouvi,
numa sequência quase real
como lembranças datadas
E dotadas do sentimento mais puro que há.
Nós passávamos por baixo da escada
em busca de uma bebida,
um som novo, uma nova droga
que aliviasse nossa sede de ir
para onde o sistema
não pudesse nos pegar.
Nunca mais!
Nunca mais fui até lá,
nunca mais os vi de novo,
e aos poucos
não conseguia mais tocar
minha guitarra assim,
As cordas dela se arrebentaram,
Meus sonhos se quebraram,
eu nunca mais me diverti
as sextas-feiras,
e o dia do Rock nunca mais
foi sexta-feira.
domingo, 12 de julho de 2009
Quando tem-se tudo, tem-se tudo para perder
Sempre me confundo com o mundo.
Às vezes acordo altruísta,
às vezes egoísta como o dono de tudo,
às vezes apenas vejo o dia passar.
E eu já vi este dia inteiro outras vezes,
como a repetição
de um dia cinza qualquer.
Um dia que acorda triste
e na angústia
as horas se arrastam
até a escuridão nos tomar,
e o céu põe-se a chorar,
embassando os vidros,
molhando as calçadas.
Quebrando o silêncio só pra eu ter
uma trilha sonora divina ao escrever.
Lágrimas salgadas,
tão transparentes quanto a chuva.
Mas que não carregam a mesma dor,
A mesma angústia.
Chore por mim, ó céu!
Para que eu não borre mais este papel
E para que eu siga meu caminho para o mar.
Para que minhas lágrimas salgadas
Se sintam em casa.
E não percam mais seu sabor ao se misturar.
Às vezes acordo altruísta,
às vezes egoísta como o dono de tudo,
às vezes apenas vejo o dia passar.
E eu já vi este dia inteiro outras vezes,
como a repetição
de um dia cinza qualquer.
Um dia que acorda triste
e na angústia
as horas se arrastam
até a escuridão nos tomar,
e o céu põe-se a chorar,
embassando os vidros,
molhando as calçadas.
Quebrando o silêncio só pra eu ter
uma trilha sonora divina ao escrever.
Lágrimas salgadas,
tão transparentes quanto a chuva.
Mas que não carregam a mesma dor,
A mesma angústia.
Chore por mim, ó céu!
Para que eu não borre mais este papel
E para que eu siga meu caminho para o mar.
Para que minhas lágrimas salgadas
Se sintam em casa.
E não percam mais seu sabor ao se misturar.
sábado, 11 de julho de 2009
Meu lado esquerdo
Eu me rasguei ao meio
E me distanciei do lado esquerdo,
É ele quem sempre me machuca,
É ele que sempre dói.
Foi ele quem me fez olhar sua fotografia
E ouvir sua voz como naqueles tempos.
É ele quem me leva para o outro lado,
Ele me casou com a solidão,
Mas não conseguiu fazer minha mente mudar.
Eu continuo de pé.
Eu não acredito que seja tão ruim
Ficar sem ele e não te pedir pra ficar,
E assim sua voz não vai mais me afetar
Quem me dera não ter mais que esperar.
Ele me fez ser egoísta com o mundo
Enquanto cortava minhas veias por você
Hoje eu não me sinto vazio
Mas também não estou cheio do que você me deu.
Foi tão pouco que só me deixou o gosto
E a nostalgia que você me traz.
E o que você ainda me faz numa noite solitária
Ninguém mais será capaz fazer
Nem mesmo você.
Pois vou jogar meu lado esquerdo na fogueira
Que as suas fotografias vão alimentar.
Nesta poesia não ouve rima
Pois os sons repetidos não me merecem mais.
E me distanciei do lado esquerdo,
É ele quem sempre me machuca,
É ele que sempre dói.
Foi ele quem me fez olhar sua fotografia
E ouvir sua voz como naqueles tempos.
É ele quem me leva para o outro lado,
Ele me casou com a solidão,
Mas não conseguiu fazer minha mente mudar.
Eu continuo de pé.
Eu não acredito que seja tão ruim
Ficar sem ele e não te pedir pra ficar,
E assim sua voz não vai mais me afetar
Quem me dera não ter mais que esperar.
Ele me fez ser egoísta com o mundo
Enquanto cortava minhas veias por você
Hoje eu não me sinto vazio
Mas também não estou cheio do que você me deu.
Foi tão pouco que só me deixou o gosto
E a nostalgia que você me traz.
E o que você ainda me faz numa noite solitária
Ninguém mais será capaz fazer
Nem mesmo você.
Pois vou jogar meu lado esquerdo na fogueira
Que as suas fotografias vão alimentar.
Nesta poesia não ouve rima
Pois os sons repetidos não me merecem mais.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Alguns dias depois
Alguns dias depois eu tento não mais
Não mais te perdoar e voltar atrás
Não mais olhar para trás e te ver
Mesmo fechando os olhos e vendo você.
Alguns dias depois eu tento não mais
Não mais falar do amor que hoje sinto
Que como um câncer consome minha alma
E com calma me mata sem eu nem perceber.
Aqui não direi mais que ainda é cedo
Ou que você está com medo
De nenhuma lembrança vou falar
Mesmo que as mais belas me ocorram vou me calar.
Aqui também não falarei dos seus olhos
Que tanto já fizeram meu peito sorrir
E hoje fazem meus olhos chorar.
Já passa da meia-noite
Mas hoje não estou à meia-luz
Tropeço nas palavras que não quero usar.
Daqui a alguns dias não lembrarei de você
E pra outros ouvidos estarei a cantar
Alimentarei o ego de outra musa
E você sem sua platéia se arrependerá.
Não mais te perdoar e voltar atrás
Não mais olhar para trás e te ver
Mesmo fechando os olhos e vendo você.
Alguns dias depois eu tento não mais
Não mais falar do amor que hoje sinto
Que como um câncer consome minha alma
E com calma me mata sem eu nem perceber.
Aqui não direi mais que ainda é cedo
Ou que você está com medo
De nenhuma lembrança vou falar
Mesmo que as mais belas me ocorram vou me calar.
Aqui também não falarei dos seus olhos
Que tanto já fizeram meu peito sorrir
E hoje fazem meus olhos chorar.
Já passa da meia-noite
Mas hoje não estou à meia-luz
Tropeço nas palavras que não quero usar.
Daqui a alguns dias não lembrarei de você
E pra outros ouvidos estarei a cantar
Alimentarei o ego de outra musa
E você sem sua platéia se arrependerá.
domingo, 21 de junho de 2009
Por todo o pesadelo
Por todo o pesadelo eu gritei,
por todo o pesadelo eu usei
minha própria voz para me acordar
como se a realidade pudesse salvar.
por todo o pesadelo eu fui caçado,
por todo o pesadelo eu rastejei
para fora da minha própria pele
pois nela não podia respirar.
por toda alucinação me vi morrer
nascendo de novo para sofrer
e por toda minha loucura eu procurei
a cura que me faz se rebelar.
eu vi whisky nas mansões,
e vi cerveja nas esquinas,
e o mesmo monstro em cada lugar
a opressão sagrada em cada lar.
dentro de cada um que eu conhecia,
entrando em cada porta que se abria,
por todo pesadelo eu vi tudo
mesmo tendo medo de olhar.
por todo o pesadelo eu usei
minha própria voz para me acordar
como se a realidade pudesse salvar.
por todo o pesadelo eu fui caçado,
por todo o pesadelo eu rastejei
para fora da minha própria pele
pois nela não podia respirar.
por toda alucinação me vi morrer
nascendo de novo para sofrer
e por toda minha loucura eu procurei
a cura que me faz se rebelar.
eu vi whisky nas mansões,
e vi cerveja nas esquinas,
e o mesmo monstro em cada lugar
a opressão sagrada em cada lar.
dentro de cada um que eu conhecia,
entrando em cada porta que se abria,
por todo pesadelo eu vi tudo
mesmo tendo medo de olhar.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Meia-noite à meia luz
O que fazer à meia-noite?
Quando o sono não me tira para dançar,
Quando as idéias são o rosto da musa,
Quando aquela voz vem me guiar.
Quando o sentimento de vazio é tão grande
Quanto o amor que me enche por dentro.
Quando eu sussurro por aí que a amo,
E espero que ela escute no vento.
O que fazer à meia noite?
Talvez me pergunte até as seis da manhã.
Perdendo mais uma noite por amar
E umas folhas de caderno para me declarar.
A ansiedade é de vê-la novamente,
Parece que vivo para estar com ela.
Quando vai embora começa a agonia,
Esperando que venha o outro dia.
E que eu possa tocá-la mais uma vez,
E olhar outra vez nos seus olhos castanhos
Que parecem dois furacões,
Entrando e me destruindo com suas confissões.
E eu vou caindo noite adentro
Os vendo sempre acima.
Os vendo sempre sorrindo
Como duas obras-primas.
Quando o sono não me tira para dançar,
Quando as idéias são o rosto da musa,
Quando aquela voz vem me guiar.
Quando o sentimento de vazio é tão grande
Quanto o amor que me enche por dentro.
Quando eu sussurro por aí que a amo,
E espero que ela escute no vento.
O que fazer à meia noite?
Talvez me pergunte até as seis da manhã.
Perdendo mais uma noite por amar
E umas folhas de caderno para me declarar.
A ansiedade é de vê-la novamente,
Parece que vivo para estar com ela.
Quando vai embora começa a agonia,
Esperando que venha o outro dia.
E que eu possa tocá-la mais uma vez,
E olhar outra vez nos seus olhos castanhos
Que parecem dois furacões,
Entrando e me destruindo com suas confissões.
E eu vou caindo noite adentro
Os vendo sempre acima.
Os vendo sempre sorrindo
Como duas obras-primas.
Do peito
Eu abri um buraco negro no teto
Na esperança de fugir da angústia,
Na transição entre o errado e certo
“Apaguei” e fiquei na fissura.
Agora estou de “cara” de novo
Já passaram a onda e o medo,
Mas ficou o mesmo gosto de anis
E o sentimento de angústia no peito.
Precisava falar um pouco...
Minhas palavras, não há mais que segure,
Nada que uns bons versos não levem,
Nada que um bom samba não cure.
O narcisismo deste poeta
Exige a atenção da platéia,
Composta de garrafas vazias
Na ressaca do meu show de estréia.
Na esperança de fugir da angústia,
Na transição entre o errado e certo
“Apaguei” e fiquei na fissura.
Agora estou de “cara” de novo
Já passaram a onda e o medo,
Mas ficou o mesmo gosto de anis
E o sentimento de angústia no peito.
Precisava falar um pouco...
Minhas palavras, não há mais que segure,
Nada que uns bons versos não levem,
Nada que um bom samba não cure.
O narcisismo deste poeta
Exige a atenção da platéia,
Composta de garrafas vazias
Na ressaca do meu show de estréia.
A primavera do poeta
Será o poeta neutro no mundo?
Será que o poeta não sabe mesmo amar?
Será que a frase mais linda é só verso,
Que nunca aconteceu ou acontecerá?
Será nosso sonho algo tão banal,
Que para um poeta não é coisa de se apreciar?
Será o nosso amor alguma coisa rara,
Que o poeta abstrai para poder falar?
Quando os vidros se quebram ele não sente nada
E ainda encontra inspiração em ver alguém chorar,
Escreve de dentro sem tirar pedaços
E continua vivo se o verso passar.
Parece que a eternidade cabe nessas linhas
E a sonoridade agora ganha o ar,
Mesmo se as "águas de março" levam o verão
Ele encontra a Bossa Nova para se curar.
Mas se o poeta encontrar a primavera
Com uma linda flor ele pode se encantar,
E se ele se perde nessa intensidade
Dentro do próprio verso pode se encontrar.
É aí que o poeta desse do seu salto
E sua imortalidade põe-se a duvidar,
Encontra a poesia como um mortal
E como qualquer outro aprende a amar.
Será que o poeta não sabe mesmo amar?
Será que a frase mais linda é só verso,
Que nunca aconteceu ou acontecerá?
Será nosso sonho algo tão banal,
Que para um poeta não é coisa de se apreciar?
Será o nosso amor alguma coisa rara,
Que o poeta abstrai para poder falar?
Quando os vidros se quebram ele não sente nada
E ainda encontra inspiração em ver alguém chorar,
Escreve de dentro sem tirar pedaços
E continua vivo se o verso passar.
Parece que a eternidade cabe nessas linhas
E a sonoridade agora ganha o ar,
Mesmo se as "águas de março" levam o verão
Ele encontra a Bossa Nova para se curar.
Mas se o poeta encontrar a primavera
Com uma linda flor ele pode se encantar,
E se ele se perde nessa intensidade
Dentro do próprio verso pode se encontrar.
É aí que o poeta desse do seu salto
E sua imortalidade põe-se a duvidar,
Encontra a poesia como um mortal
E como qualquer outro aprende a amar.
A dor
Ao fim da tarde, eu e minha esposa Tereza, voltávamos pela extinta Treze de Maio. O abismo que havia entre nós denunciava nossa angústia, a dor que sentíamos evidenciava que havíamos deixado um pedaço de nós naquele cemitério.
Não olhávamos para quem passava, já não olhávamos para o céu, já não esperávamos mais nada Dele. Olhávamos apenas para o chão, concentrando nele toda nossa dor, na esperança que ele se abrisse e acabasse com a nossa agonia.
No caminho também não nos olhávamos, de alguma forma víamos um na face envelhecida do outro, que outrora dava tanta felicidade em ver, o rosto daquele menino, que entrava pela sala tomando a benção, que lutava par não tomar banho ates de dormir ou para ir à escola nas manhãs frias, ou mesmo daquele rapaz alto e belo que nos ofereceu o buquê da formatura, como se nós é que tivéssemos feito.
Parece agora que entramos em uma contagem regressiva para reencontrar aquele que prometeu nunca nos abandonar. Vinte e cinco anos de nossas vidas nós tivemos que enterrar para tentar viver o que nos resta e morrer dignamente em outro lugar. Que sentido agora, deve ter nosso miserável resto de vida? O de sofrer e chorar? Ou o de viver a nostalgia eterna daqueles vinte e cinco anos que se foram?
Não sei, me parece agora que isso tanto faz. A droga já faz efeito. Vamos descansar em paz.
Não olhávamos para quem passava, já não olhávamos para o céu, já não esperávamos mais nada Dele. Olhávamos apenas para o chão, concentrando nele toda nossa dor, na esperança que ele se abrisse e acabasse com a nossa agonia.
No caminho também não nos olhávamos, de alguma forma víamos um na face envelhecida do outro, que outrora dava tanta felicidade em ver, o rosto daquele menino, que entrava pela sala tomando a benção, que lutava par não tomar banho ates de dormir ou para ir à escola nas manhãs frias, ou mesmo daquele rapaz alto e belo que nos ofereceu o buquê da formatura, como se nós é que tivéssemos feito.
Parece agora que entramos em uma contagem regressiva para reencontrar aquele que prometeu nunca nos abandonar. Vinte e cinco anos de nossas vidas nós tivemos que enterrar para tentar viver o que nos resta e morrer dignamente em outro lugar. Que sentido agora, deve ter nosso miserável resto de vida? O de sofrer e chorar? Ou o de viver a nostalgia eterna daqueles vinte e cinco anos que se foram?
Não sei, me parece agora que isso tanto faz. A droga já faz efeito. Vamos descansar em paz.
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