Venho navegando e cantando,
No Mar da Acomodação vou entoando
O hino da insatisfação que traz
O nobre sentimento de quem faz.
E nesse mar de rotina
Não tenho rota definida
Mas com um pouco de fadiga ao andar,
Na estranha calmaria deste mar.
Uns navegavam para lá,
Onde não há com que se preocupar,
Onde não há por que mudar,
Onde ninguém vai se questionar.
E eu de pé aqui, livremente
Indo ao encontro da tempestade
Entrando no olho do furacão
E espalhando minhas sementes
Sou eu,
Alguém de pé num mar de gente ajoelhada,
Alguém dando topada
E aprendendo com a solidão
De ser único.
Seguindo em frente,
Andando docemente,
Jogando minhas sementes
Para que eu viva para sempre.
terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Trocando uma idéia com Deus
Ah! Se eu pudesse mudar de postura
Não usaria mais sapatos,
E sentiria o chão com os pés.
Ah! Se a vida já não fosse certa
Se não vivessemos tão errado,
Fazendo tudo o que o sistema quer.
Deus, ela pede a você o perdão,
Por eu não te chamar de Senhor
E não se curvar aos seus pés.
Mesmo sabendo que estou ligado a você
Por um laço eterno e fiel,
Eu nasci para resistir ou morrer.
O que está tirando o melhor de nós?
O que me deixa tão perto de você,
E tão longe de saber o que é?
O que você quer então de mim?
Eles não podem estar certos
Se estiverem morarei no inferno
E não me curvarei a ninguém.
Vejo uma outra vida eterna,
Que nem você pode me dar
A dádiva de não ser esquecido
E só morrer quando a humanidade acabar.
Me desculpe se vou contra você
É que você parece tão mal para mim
E parece tão bom para eles.
E minha verdade parece tão mais atraente,
Do que a verdade que foi escrita
Há 2009 anos atrás.
Não usaria mais sapatos,
E sentiria o chão com os pés.
Ah! Se a vida já não fosse certa
Se não vivessemos tão errado,
Fazendo tudo o que o sistema quer.
Deus, ela pede a você o perdão,
Por eu não te chamar de Senhor
E não se curvar aos seus pés.
Mesmo sabendo que estou ligado a você
Por um laço eterno e fiel,
Eu nasci para resistir ou morrer.
O que está tirando o melhor de nós?
O que me deixa tão perto de você,
E tão longe de saber o que é?
O que você quer então de mim?
Eles não podem estar certos
Se estiverem morarei no inferno
E não me curvarei a ninguém.
Vejo uma outra vida eterna,
Que nem você pode me dar
A dádiva de não ser esquecido
E só morrer quando a humanidade acabar.
Me desculpe se vou contra você
É que você parece tão mal para mim
E parece tão bom para eles.
E minha verdade parece tão mais atraente,
Do que a verdade que foi escrita
Há 2009 anos atrás.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Às vezes
Hoje é o dia em tudo vai voltar pra mim
Eu só queria que o que eu já fiz por você
Também voltasse assim
Nós então, nos fizemos de estranhos
Nos últimos tempos.
Eu sempre tive algo a te dizer sem saber como
Eu lamento!
Pelas ruas da cidade eu ando até me perder
Sem me lembrar de mais nada.
De algum modo lembrando de você
No caminho de casa.
Se seu caminho de casa era tão longo
Quando nós íamos juntos.
Eu não sei o que eu quero dizer
Mas sei que é tão profundo.
Que às vezes
Você ouvia minhas frases
Sem eu não dizer nada.
E talvez...
Esses gestos tão fortes
Dizem mais que as palavras
Que eu queria te dizer
Sem saber
Pena que um dia vamos esquecer.
O que mais se espera
Quando não há mais o que dizer
Virar as costas um pro outro
E esquecer dói demais.
Meus olhos pareciam sangrar
Quando eu cortei minhas veias
Pra você ficar.
Por que havia eu ainda queria
Saber o que nós somos
Mas não sabia como.
Por que às vezes
Você ouvia minhas frases
Sem eu não dizer nada.
E talvez...
Esses gestos tão fortes
Dizem mais que as palavras
Que eu queria te dizer
Sem saber
Pena que vamos esquecer.
Eu só queria que o que eu já fiz por você
Também voltasse assim
Nós então, nos fizemos de estranhos
Nos últimos tempos.
Eu sempre tive algo a te dizer sem saber como
Eu lamento!
Pelas ruas da cidade eu ando até me perder
Sem me lembrar de mais nada.
De algum modo lembrando de você
No caminho de casa.
Se seu caminho de casa era tão longo
Quando nós íamos juntos.
Eu não sei o que eu quero dizer
Mas sei que é tão profundo.
Que às vezes
Você ouvia minhas frases
Sem eu não dizer nada.
E talvez...
Esses gestos tão fortes
Dizem mais que as palavras
Que eu queria te dizer
Sem saber
Pena que um dia vamos esquecer.
O que mais se espera
Quando não há mais o que dizer
Virar as costas um pro outro
E esquecer dói demais.
Meus olhos pareciam sangrar
Quando eu cortei minhas veias
Pra você ficar.
Por que havia eu ainda queria
Saber o que nós somos
Mas não sabia como.
Por que às vezes
Você ouvia minhas frases
Sem eu não dizer nada.
E talvez...
Esses gestos tão fortes
Dizem mais que as palavras
Que eu queria te dizer
Sem saber
Pena que vamos esquecer.
Egoísmo
Quanto vale nossas vidas?
Nesse leilão de almas velhas
Amaremos nossa pátria
Somos o futuro da nação,
Faremos com nossas próprias mãos.
No desespero já não olhamos mais para o céu
De pés descalços no asfalto cruel
Onde pisar em sangue é normal
Aprendemos a ignorar,
Não olhar!
Desde pequenos aprendemos a ser hipócritas,
E a trabalhar para ficar rico,
Mas poucos ricos trabalham...
Mesmo assim vamos fazer nosso trabalho
Como se não houvesse nada errado.
Nossa nação zumbi, sempre controlada
Por vampiros egoístas.
E nesse show de horrores
Sempre maquiamos heróis de terroristas sem saber.
Me tiraram o que eu não tinha
Quando me obrigaram a vender minha liberdade
atrás das grades e cadeados
Não estou seguro de verdade,
Pois não estou seguro de mim mesmo.
E assim cobramos das autoridades
Quando nos voltam as atrocidades
Que esquecemos que fizemos
Pois estamos do lado da lei.
Você esqueceu que a culpa é sua
Se a sua cidade está um caos,
Se seu país está uma zona,
Pois é fácil falar
Que Deus nunca abandona
E que tudo vai voltar para o lugar.
Nesse leilão de almas velhas
Amaremos nossa pátria
Somos o futuro da nação,
Faremos com nossas próprias mãos.
No desespero já não olhamos mais para o céu
De pés descalços no asfalto cruel
Onde pisar em sangue é normal
Aprendemos a ignorar,
Não olhar!
Desde pequenos aprendemos a ser hipócritas,
E a trabalhar para ficar rico,
Mas poucos ricos trabalham...
Mesmo assim vamos fazer nosso trabalho
Como se não houvesse nada errado.
Nossa nação zumbi, sempre controlada
Por vampiros egoístas.
E nesse show de horrores
Sempre maquiamos heróis de terroristas sem saber.
Me tiraram o que eu não tinha
Quando me obrigaram a vender minha liberdade
atrás das grades e cadeados
Não estou seguro de verdade,
Pois não estou seguro de mim mesmo.
E assim cobramos das autoridades
Quando nos voltam as atrocidades
Que esquecemos que fizemos
Pois estamos do lado da lei.
Você esqueceu que a culpa é sua
Se a sua cidade está um caos,
Se seu país está uma zona,
Pois é fácil falar
Que Deus nunca abandona
E que tudo vai voltar para o lugar.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Poetas e loucos (aos meus amigos e companheiros)
Ó mentes tão livres!
E tão modeladas pelo ideal
Marcam a hipocrisia dos poderosos
Como uma cicatriz de tecido
Nunca reparada.
É imensa a honra de acompanhá-los
Em tais andanças
E compartilhar com vocês desse ideal,
E dessa linda vista do mundo
Que só os pássaros tem
E nós homens de ideal também
Suas palavras sempre me atraem
E me fazem refletir
Vezes por serem as mais insanas loucuras
Vezes por dizerem as mais duras verdades
E principalmente por não serem normais.
Nem se encaixarem em Estado algum,
De nação alguma, de qualquer mundo hipócrita.
Dizendo não a qualquer tipo de opressão
Negando todo tipo de hierarquia
Curvando-se apenas as leis do pensamento
Às vezes nem as da ortografia.
Obrigado por serem meus amigos
Eu sinto suas presenças aqui
Confusas mas intensas,
Intocáveis, mas reais.
E tão modeladas pelo ideal
Marcam a hipocrisia dos poderosos
Como uma cicatriz de tecido
Nunca reparada.
É imensa a honra de acompanhá-los
Em tais andanças
E compartilhar com vocês desse ideal,
E dessa linda vista do mundo
Que só os pássaros tem
E nós homens de ideal também
Suas palavras sempre me atraem
E me fazem refletir
Vezes por serem as mais insanas loucuras
Vezes por dizerem as mais duras verdades
E principalmente por não serem normais.
Nem se encaixarem em Estado algum,
De nação alguma, de qualquer mundo hipócrita.
Dizendo não a qualquer tipo de opressão
Negando todo tipo de hierarquia
Curvando-se apenas as leis do pensamento
Às vezes nem as da ortografia.
Obrigado por serem meus amigos
Eu sinto suas presenças aqui
Confusas mas intensas,
Intocáveis, mas reais.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
UmHomemDePolistirenoRachado

Dores e medos me partem ao meio,
Mas minha vontade de aprender
Me mantém no mesmo formato
Um belo início de tarde
Com muito a ser feito,
Mas o Sol me derrete
E eu só me desmancho...
E queimo, acabado
Apesar do calor me sinto frio
por dentro...
Sem saudade de ninguém,
Sem me lembrar de nada,
E eu não me lamento
Tentando mais uma vez
Escrever sem tirar um pedaço de mim
Mas eles se soltam
E caem sozinhos...
...No chão!
Há algum tempo encontrei uma cirurgiã
Que me fez uma plástica na alma,
mas o tempo sempre vence
E eu estou gasto de novo
Esperando você chegar novamente
Com sua cola rápida
Para me fazer um só novamente
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Me queime vivo
Eu quero ver o sol mas não consigo,
As janelas da minha alma não se abrem para a manhã.
Eu viro noites olhando para lua
E quando olho nos seus olhos minha pele queima em culpa.
Teu olhar queima minha alma...
Então me queime vivo
Enquanto ainda estou contigo.
A 1ª regência do reino solar,
Ela sempre me governa nas tardes de verão.
O ritual da liberdade nas noites de luar,
Sem teu olhar a noite sempre perde a sensação.
E teu olhar queima minha alma...
Estou menos vivo
Quando não estou contigo.
(Faz mais sentido quando cantada)
As janelas da minha alma não se abrem para a manhã.
Eu viro noites olhando para lua
E quando olho nos seus olhos minha pele queima em culpa.
Teu olhar queima minha alma...
Então me queime vivo
Enquanto ainda estou contigo.
A 1ª regência do reino solar,
Ela sempre me governa nas tardes de verão.
O ritual da liberdade nas noites de luar,
Sem teu olhar a noite sempre perde a sensação.
E teu olhar queima minha alma...
Estou menos vivo
Quando não estou contigo.
(Faz mais sentido quando cantada)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Aprisionados
Voltando para casa, em um começo de noite solitário. Com os olhos cansados mas ainda curiosos, tentando ver além das montanhas de pedra e ferro. Tentando ver um horizonte onde não há.
Voltei então, minha mente para fora de mim, para fora do limite do asfalto, para fora dos muros da cidade. Vi um grande bloco cinza em meio ao verde natural da vida, e notei pela primeira vez o quanto somos pequenos perante as coisas que já existiam e perante as coisas que criamos.
Ficamos presos em nossas cidades, entre nossos muros, nossas grades, com os olhos impedidos de ver a grandiosidade do mundo. Presos em nossas vidinhas medíocres. Ganhando dinheiro, perdendo dinheiro, roubando dinheiro... Desperdiçando nossas vidas nesse ciclo de ir sempre atrás do que logo à frente nós vamos jogar fora. Em um tenis, numa blusa, ou em um desses aparelhos eletrônicos que fazem tudo e não mudam nada.
Eis aí nossa pequenez, mesmo sabendo que temos o poder de destruir todo aquele verde e dobrar o cinza de tamanho, ainda estamos presos aos nossos instrumentos, a essa hipocrísia, a essa ilusão de progresso. Progresso que faz poucos terem muito, muitos terem o mínimo, todos serem nada...
Não é um apelo, poucos irão ler! Pode ser até que ninguém leia ou que quem leia nem entenda. Mas que fique registrado: alguém pensou!
Voltei então, minha mente para fora de mim, para fora do limite do asfalto, para fora dos muros da cidade. Vi um grande bloco cinza em meio ao verde natural da vida, e notei pela primeira vez o quanto somos pequenos perante as coisas que já existiam e perante as coisas que criamos.
Ficamos presos em nossas cidades, entre nossos muros, nossas grades, com os olhos impedidos de ver a grandiosidade do mundo. Presos em nossas vidinhas medíocres. Ganhando dinheiro, perdendo dinheiro, roubando dinheiro... Desperdiçando nossas vidas nesse ciclo de ir sempre atrás do que logo à frente nós vamos jogar fora. Em um tenis, numa blusa, ou em um desses aparelhos eletrônicos que fazem tudo e não mudam nada.
Eis aí nossa pequenez, mesmo sabendo que temos o poder de destruir todo aquele verde e dobrar o cinza de tamanho, ainda estamos presos aos nossos instrumentos, a essa hipocrísia, a essa ilusão de progresso. Progresso que faz poucos terem muito, muitos terem o mínimo, todos serem nada...
Não é um apelo, poucos irão ler! Pode ser até que ninguém leia ou que quem leia nem entenda. Mas que fique registrado: alguém pensou!
domingo, 5 de abril de 2009
Eternamente
Pela primeira vez não tenho pedras nos sapatos
Acho que não me lembro de não estar incomodado
Hoje não estou.
Estou acomodado e nem sei se isso é bom
Nunca estive assim antes
Quase podendo tocar o som
Ah! o doce som da sua respiração, então...
...Me dê seu ultimo suspiro
Antes de ir embora
Para que você possa respirar eternamente
Em meu coração.
E eu viverei eternamente em seu amor
Depois das chuvas,
Depois do mundo,
Depois de Deus,
Depois de tudo.
Nós voltaremos
Donos do nosso mundo
Do ceio real do nosso amor.
Então me dê seu ar
Para que eu possa respirar em você
Mesmo que não nos vejamos mais
Eu viverei em você e desse ar
E te esperarei do outro lado
Como uma pedra no mesmo lugar.
Acho que não me lembro de não estar incomodado
Hoje não estou.
Estou acomodado e nem sei se isso é bom
Nunca estive assim antes
Quase podendo tocar o som
Ah! o doce som da sua respiração, então...
...Me dê seu ultimo suspiro
Antes de ir embora
Para que você possa respirar eternamente
Em meu coração.
E eu viverei eternamente em seu amor
Depois das chuvas,
Depois do mundo,
Depois de Deus,
Depois de tudo.
Nós voltaremos
Donos do nosso mundo
Do ceio real do nosso amor.
Então me dê seu ar
Para que eu possa respirar em você
Mesmo que não nos vejamos mais
Eu viverei em você e desse ar
E te esperarei do outro lado
Como uma pedra no mesmo lugar.
sábado, 4 de abril de 2009
A cidade (do) "Capital"
Sempre quis um amigo
Ou alguem importante
De pactos divinos
Como irmãos de sangue.
Não fui aceito ou recusado
Aplaudido ou vaiado.
Pela eternidade avante
Com meus irmãos de sangue.
até nos piores lugares
Do inferno de "Capital",
Nessa guerra de porcos
A vitrine do mal.
Malditos senhores
"Donos" desta nação
Como demônios sem alma
E sem coração.
Usando a pátria como decoração
Pintando o quadro da destruição.
Se o passaporte para o céu
For comprar sua redenção
Então eu mesmo rasgo o véu.
Se a entrada do céu
Está nesta construção
Então prefiro ficar longe do céu
Ou até fazer meu caminho para o céu.
Não há amigos reais
Nesse sonho tão completo
Em igrejas se vende a paz
Criam deuses como se fossem animais
Violentando a verdade
Protituindo a liberdade
Dizendo ao povo o que ele gosta de ouvir
Alguém me diga o que preciso ouvir!
Sistema frio e cruel
Que nós mantemos sem saber
Como se ele escrevesse o papel
que nós devemos viver
Mas eu vejo o real...
Da cidade Capital
Envenenados de sangue
Os mosquitos caem derrepente
Como aqueles homens
Embriagados do suor da gente
E é viciados em poder,
Do trabalho não pago
Que vocês vão cair
Com cada centavo.
Ou alguem importante
De pactos divinos
Como irmãos de sangue.
Não fui aceito ou recusado
Aplaudido ou vaiado.
Pela eternidade avante
Com meus irmãos de sangue.
até nos piores lugares
Do inferno de "Capital",
Nessa guerra de porcos
A vitrine do mal.
Malditos senhores
"Donos" desta nação
Como demônios sem alma
E sem coração.
Usando a pátria como decoração
Pintando o quadro da destruição.
Se o passaporte para o céu
For comprar sua redenção
Então eu mesmo rasgo o véu.
Se a entrada do céu
Está nesta construção
Então prefiro ficar longe do céu
Ou até fazer meu caminho para o céu.
Não há amigos reais
Nesse sonho tão completo
Em igrejas se vende a paz
Criam deuses como se fossem animais
Violentando a verdade
Protituindo a liberdade
Dizendo ao povo o que ele gosta de ouvir
Alguém me diga o que preciso ouvir!
Sistema frio e cruel
Que nós mantemos sem saber
Como se ele escrevesse o papel
que nós devemos viver
Mas eu vejo o real...
Da cidade Capital
Envenenados de sangue
Os mosquitos caem derrepente
Como aqueles homens
Embriagados do suor da gente
E é viciados em poder,
Do trabalho não pago
Que vocês vão cair
Com cada centavo.
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